
Hoje que se aproxima o aniversário da tua partida
tenho que te pedir desculpa, meu amigo,
não fui capaz de honrar a tua partida com a minha presença,
não fui capaz de vislumbrar o que restava do teu ser,
não fui capaz de encarar a tua ultima morada,
e encontra-la vazia de vida....
Hoje que se aproxima o primeiro aniversário
desde que nos deixas-te,
peço desculpa pela minha cobardia,
por não me ter despedido da concha da tua alma,
por ter sido incapaz de te honrar com um ultimo adeus...
e esperar que,
onde quer que esteja essa chama imortal
que nos deixa na hora da morte,
esta seja capaz de perdoar a frivolidade da alma
saudosa deste amiga de infância.
A ti Manel,
Porque nem a distancia
nem a morte
podem apagar a memória...
A ti,
Porque nem a distancia
nem a morte
podem apagar eterna e cruel saudade de alguém que partiu demasiado cedo...
A ti,
Porque enquanto te recordar-mos
e acarinhar-mos a tua memória,
não terás partido...
E viverás eternamente no coração dos que ficaram...