Não sei o que pensar, o que sentir
Debaixo da minha pele...
...só quero ser livre...





A Verdade das coisas por vezes escapa-me
Porém, outras vezes,
Inebria-me de tão flagrante que parece escrita
a letras garrafais de um néon brilhante,
paira inocentemente por cima das nossas cabeças,
tão clara,
tão gritante,
tão negligenciada… que ninguém a vê…
Minhas mãos procuram as tuas,
Vazias,
A alma luta contra a mente,
Ávida de gritar aos 7 ventoso teu nome,
Destrói-se-me o mundo em brechas de agonia
O coração há muito calado salta como se não houvesse amanhã
No silêncio, só o perfume inebriante dos teus olhos,
Só a chama intoxicante da tua alma…
Entro em alvoroço…
E como tu, pretendo não ver a Verdade…
Somos assim, tu e eu…
Duas Verdades colossais
que se vêem com olhos capazes de mover montanhas
de derreter os corações dos titãs…
E mesmo assim
Mantemos-nos separados… como dois imãns…
Dois imãns de pólos opostos
apostados em quebrar as leis da gravidade….
E nós, seres finitos, terrenos,
Limitados pelo tempo e pela hipocrisia,
Negamos o néctar vindo dos deuses,
E caminhamos separados as margens traiçoeiras do Tártarus…
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Nunca mudes
Sinto-me, senti-me, sentir-me-ei,
Olho as fotos em silêncio
Há dias em que me sinto assim
Deixo a saudade transparecer
Oh guitarra que me olhas
