sábado, 18 de dezembro de 2010

Gelo...


Hoje não sei...
...acordei assim...
Meio desesperada para poder compreender o mundo
Ele pesa as minhas costas
Desmorona a cada segundo
e a cada segundo destrói
mais um pedaço de mim...

E sinto-me assim nesta decadência
em que não sei
nem sei o que saber sobre o saber de mim...

E o vazio, o vazio é tão grande...
...e a ausência...
A ausência é como uma claustrofobia imensa
...num dia de nevoeiro...
...omnipresente...
Viva como um monstro que consome
Que devora
Que corrói e destrói a minha sanidade...

Dizem que tudo fica melhor com o tempo
Mas a cada dia ela aumenta
Esta ausência omnipresente de tudo
Esta ausência omnipresente de todos
Esta ausência omnipresente colectiva de tudo o que alimenta a vida
E a minha alma fica cada vez mais assim,
Como um árido deserto de gelo
Feito de mil vidros desmoronados...

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